Já o filho de Paulo Sommer, Carlos Sommer, vê na falta de um sistema de vendas estruturado uma das principais dificuldades do setor. Segundo ele, quem repassa a produção por atacado tem uma baixa remuneração. A dica é vender direto para o varejo ou para o consumidor final que, como calcula, pode trazer um lucro de até 40% para o produtor. ''Para viver só da apicultura é preciso ter 200 colméias e produzir 10 toneladas por ano'', diz. Para começar, ele sugere a compra de 30 colméias (cada uma custa R$ 100). A centrífuga sai por R$ 1 mil. Para quem não precisa investir em imóvel e já tem pomar, dá para começar a atividade com R$ 5 mil.
Paulo explica que há diferenças entre o mel da apicultura (abelhas com ferrão) e da meliponicultura (sem ferrão). As primeiras produzem favos verticais para armazenar o mel e as outras produzem espécies de ''potes'' horizontais. No caso da apicultura, o mel é colhido como néctar pelas abelhas de campo que transferem para as abelhas mais jovens. Estas últimas repassam para duas ou três sucessivamente, resnponsáveis pela transformação. Este produto contém 17% de umidade. Já na meliponicultura, as abelhas trazem o néctar e depositam direto nos ''potes'' incorporando ácidos orgânicos para a conservação. Este mel tem 30% de umidade, é mais ácido e usado para fazer medicamentos.
Dependendo da flor que é usada, o mel tem cor e sabor diferentes. As flores mais utilizadas para a produção de mel são cauna, arroeira, pimenteira, tupijaba e laranjeira.(A.B.)

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