Venda de máquinas subiu 21,1%
O faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresceu 21,1% no primeiro semestre, totalizando R$ 20,238 bi, ante R$ 16,709 bi no mesmo período de 2003. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacam a expansão de 15,2% no consumo aparente (produção e importações, menos as exportações). ''O crescimento reflete um aquecimento do mercado interno'', ressaltou o presidente da Abimaq, Newton de Mello.
Com o incremento nas vendas internas, cresceu também a demanda dos produtores rurais por treinamentos. O gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), José Carlos Gabardo, ressalta que o aumento do número de cursos levou à capacitação de novos instrutores, gerando empregos e renda para agrônomos e técnicos agrícolas. ''O Senar realiza em média três cursos de formação de instrutores a cada dois meses.''
De acordo com os indicadores da Abimaq, as importações aumentaram 12,6% e os pedidos em carteira 1,4%. ''Essas variáveis confirmam aumento de demanda no mercado interno, que já vem dando sinais de aquecimento, sinalizando uma tendência de crescimento'', sustentou Mello.
O nível de utilização da capacidade instalada teve um aumento de 4,7%, passando de 76,47% para 80,10%. Para o presidente da Abimaq, este número deve ser ampliado, pois o setor contabiliza intenções de investimentos de R$ 6 bi para este ano, cerca de 42% a mais que em 2003.
Mello ressalta que a produção local de máquinas e equipamentos responde por 55% do mercado interno, setor equiparado ao de nações desenvolvidas. ''Nenhum país pode pretender ter uma oferta de todos os tipos de máquinas. O Brasil se desenvolveu no sentido correto, concentrando-se nos tipos de bens de capital em que tem qualidade, conseguindo, por outro lado, um forte percentual de exportação, que alcança 44% de sua produção.''
Até junho, as vendas externas forma de US$ 2,957 bi, ante US$2,265 bi no mesmo período de 20003, com aumento de 30,5%. ''A base de comparação do ano passado já era muito alta, o que torna esse desempenho mais expressivo. Encerramos 2003 com um crescimento de 33,5% e um total de US$ 4,9 bilhões em exportações, resultado que levou o setor a ocupar a segunda colocação no ranking dos principais exportadores industriais brasileiros'', disse Mello. (Reportagem Local, com Agências)





