Vazio sanitário da soja vai até 15 de setembro
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sexta-feira, 06 de setembro de 2013
Reportagem Local 
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) informa que mantém a fiscalização de propriedades e locais de cultivo de soja em território paranaense, os quais devem estar livres de plantas vivas até o dia 15 de setembro, quando se encerra o período do vazio sanitário da oleaginosa no Estado. Até lá os produtores devem se manter atentos.
Nas situações de plantios voluntários ou restevas de soja resistentes e esquecidos, ainda é tempo de eliminar as plantas para não sofrer as penalidades da fiscalização, alerta a engenheira agrônoma da Adapar Maria Celeste Marcondes.
O vazio sanitário da soja compreende um período de três meses, iniciado em 15 de junho, durante o qual não pode haver plantas vivas de soja em nenhuma localidade do Estado, com exceção das entidades de pesquisa. A medida vem sendo adotada no Paraná desde 2007 e em 11 estados brasileiros e no Paraguai para evitar a incidência de focos da ferrugem asiática, doença provocada por fungos que atacam as lavouras da oleaginosa.
Em 2013, a equipe de fiscalização da Adapar já fez 76 autuações aos produtores, correspondente a uma área de 1,423 mil hectares onde foram encontradas plantas de soja que não foram eliminadas.
Para Maria Celeste, os sojicultores estão sensíveis aos apelos da pesquisa, que orienta a eliminar todas as plantas vivas em lavouras, estradas, carreadores e até mesmo em pátios de empresas. O vazio sanitário é a única medida fitossanitária capaz de minimizar a incidência da ferrugem, já que a planta viva pode se tornar um hospedeiro do fungo que provoca a doença.
A engenheira reforça que o objetivo do vazio é eliminar o fungo e assim retardar ao máximo a presença da doença nas lavouras de soja no plantio da safra regular, que será realizado a partir de outubro em todo o Paraná. Os resultados do vazio sanitário da última safra 2011/12 estão comprovados no Estado, onde a doença só se manifestou em dezembro do ano passado. Segundo dados do site do Consórcio Antiferrugem, que acompanha a incidência da doença Brasil, em outros estados a ferrugem se manifestou logo após à emergência das plantas.
Maria Celeste reitera que retardar o aparecimento da doença evita prejuízos econômicos aos produtores, com a diminuição do uso de fungicidas, reduzindo, assim, os custos de produção.
Conforme acompanhamento do Consórcio Antiferrugem, no Paraná foram registrados 112 casos de ferrugem em lavouras na safra passada. Para a safra 2012/13, o resultado será demonstrado pela presença ou não de plantas vivas na entressafra.


