A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em Cruz das Almas (BA), é responsável pela pesquisa de espécies de bananeiras mais resistentes à sigatoka negra. As pesquisas de melhoramento genético da fruta são desenvolvidas desde 1982. ''Já trabalhávamos de olho na doença, que chegaria de qualquer jeito ao Brasil'', afirma o agrônomo e pesquisador Zilton José Maciel Cordeiro. O centro possui um banco com 400 variedades utilizadas para a avaliação de características e nos cruzamentos para a criação de novas espécies.
A primeira variedade recomendada foi a Fhia 18, material gerado em Honduras, na América Central, em 2000. No ano seguinte, a Embrapa de Cruz das Almas disponibilizou a primeira variedade, a Pacovan Kan.
Em 2002 mais duas variedades foram indicadas para o plantio, Phia Maravilha e Preciosa. De 2004 até o ano passado, as opções foram Vitória e Japira (criadas no Centro de Pesquisa) e Prata Garantida e Prata Caprichosa (trabalhadas principalmente na Amazônia).
Segundo o pesquisador, todas as variedades são resistentes à sigatoka negra e podem conviver com a doença sem a necessidade de aplicação de fungicida. ''São opções que os produtores vão adotar ou não, de acordo com a região'', afirma o pesquisador, que também ressalta os limites na comercialização. ''Todas as variedades têm mercado limitado. Os produtores é que vão avaliar, plantando pequenas quantidades, para sentir a aceitação do mercado''.(M.O)

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