Uma das parcerias que pode revolucionar as pesquisas da Embrapa Soja foi a estabelecida com o centro de pesquisa Japan International Research Center for Agricultural Sciences (Jircas), em meados dos anos 90. O Jircas patenteou, no final de 2002, um gene que confere tolerância à seca em plantas e cedeu o gene à Embrapa para que ele seja introduzido na soja. ''Se chegarmos a uma variedade tolerante à seca será uma revolução'', comenta Norman Neumair.
A parceria com o Jircas também resulta em ações nas áreas de fertilidade dos solos (para o cerrado maranhense) e soja para a alimentação humana. Desde que foi assinado o convênio formal com a Embrapa, o Jircas tem mandado pesquisadores a Londrina e eles permanecem até três anos por aqui. No momento, dois deles estão trabalhando na Embrapa Soja e um é o coordenador do Projeto Soja para América Latina. ''Eles querem garantir a qualidade, mas principalmente a sustentabilidade da produção de soja brasileira. Precisam de uma garantia de que, a longo prazo, as terras brasileiras não estarão degradadas'', afirma Neumaier.
China, Argentina e Estados Unidos são outros países que possuem acordos de cooperação com o Brasil. No Paraguai e em outros países da América do Sul, a Embrapa proporciona transferência de tecnologia aos produtores locais, por intermédio de parceiros que realizam a venda de sementes. Cultivares brasileiras também são enviadas para países africanos com o objetivo de viabilizar a produção nessas áreas.
A Embrapa possui um laboratório virtual no Estados Unidos. O chamado Labex funciona no departamento americano de agricultura (USDA) e, segundo o pesquisador Antônio Ricardo Panizzi, tem o objetivo de eleger áreas estratégicas para prospecção de tecnologia nos EUA. Na prática, representantes da empresa de pesquisa buscam novidades nas universidades e instituições de pesquisa americanas.(J.K.)

mockup