Paulo Guilherme Ribeiro, pesquisador do Iapar, destaca que as variedades disponíveis para molhos e conservas, como a dedo-de-moça, carnuda e jalapeÀo estão em plena ascensão. ''Tenho percebido que o mercado tem pedido novas variedades de pimentas para atender à crescente demanda'', destaca. A jalapeÀo, completa o pesquisador, é a mais nova variedade a entrar nesse mercado.
Amauri Seefert, trabalha há oito anos com o mercado de conservas na região de Bratislava, zona rural de Cambé, transformando pimenta em conservas e molhos. Visitante assíduo da Feira de Sabores, promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o empresário descobriu que agregar valor a esse mercado é um bom negócio. Entre molhos e conservas, Seefert produz em torno de 200 a 300 vidros por mês.
''A matéria-prima em si, é barata'', destaca. Porém, na entressafra, o empresário explica que o valor aumenta bastante. Ele exemplica que a variedade dedo-de-moça no período de baixa produção chega a valer R$ 40 o quilo. Já em dezembro, período alto da safra, o valor cai para R$ 5 o quilo. ''Há cinco anos a pimenta era pouco conhecida, mas já está ganhando o seu espaço'', explica.
O produtor José Luiz Sanchez, que começou a fazer conservas no ano passado, também acredita nesse mercado. Na primeira colheita, que foi de abril a junho, chegou a envasar cerca de 3 mil vidros. Para a próxima safra ele quer ultrapassar esse número de produção. ''Esse mercado é vantajoso'', sublinha. (R.M.)

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