Variedade criada no Iapar
A pesquisa de melhoramento genético que deu origem à maçã eva teve início em 1978, conduzida pelo engenheiro agrônomo Roberto Hauage, do Iapar, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Os primeiros pés começaram a ser plantados em 1989, na região de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa).
A mistura envolve genes da variedade anna, de origem israelense e da gala, da Nova Zelândia. Da anna retiramos as características que possibilitam o desenvolvimento da planta em regiões mais quentes, informa.
Com isso, as lavouras de maçã deixaram de ser exclusividade de regiões frias, como Palmas, aqui no Paraná, e de Santa Catarina, que lidera a produção nacional. O pesquisador explica que nas variedades tradicionais o pegamento da fruta exige pelo menos 1.200 horas de temperaturas frias abaixo de 7ºC. Para a frutificação da cultivar eva bastam 350 horas de temperaturas amenas, destaca Hauage.
O ciclo produtivo da Eva não difere das demais variedades existentes no mercado 110 a 120 dias da floração à colheita. O que a coloca em vantagem no tempo de colheita das demais é exatamente a menor exigência de temperaturas frias no período de fecundação. Ela florece mais cedo e assim, é colhida no período de entressafra.
O pesquisador destaca ainda que a maçã, por questões genéticas, exige uma cultivar diferente para a polinização, que é feita por abelhas. Para os pomares com a eva, a variedade mais usada é a maçã princesa. A maçã Eva tem a capacidade de produzir flores e frutos já no primeiro ano de vida. (C.G.)





