A vantagem em negociar por intermédio da Bolsa é que não existe custo para o produtor ofertar a mercadoria. ‘‘Só haverá cobrança de taxa se o produto for comercializado’’, afirma o gerente da BCML, Benedito dos Santos Sobrinho. Em caso de negociação, o produtor vai pagar uma taxa à Bolsa de Mercadorias, que vai depender de cada produto, podendo variar de 0,3% a 2% do volume negociado.
  O processo para negociar na Bolsa de Mercadorias é simples. O primeiro passo é procurar uma corretora associada à instituição. O produto deve estar livre e desembaraçado, o que significa não contar com nenhum tipo de financiamento e estar estocado de forma adequada.
  Para ofertar o produto, o governo precisa apresentar uma política para editar o leilão, que será feito por via eletrônica, com base no preço licitado pelo produtor (ou por um valor até maior), estipulando prazo de pagamento e de entrega.
  O comprador é o responsável pela busca da mercadoria. Depois de comprovada a entrega do produto, o produtor recebe o dinheiro. ‘‘O sistema amplia a venda e dá garantia ao produtor, já que o dinheiro ficará disponível na Bolsa’’.
  Sobrinho afirma que alguns produtores têm estrutura para armazenar seus produtos, sem depender das cooperativas, mas que ainda é preciso haver uma conscientização para a utilização das Bolsas. ‘‘Infelizmente, os produtores ainda não têm esse tipo de cultura’’.(M.O.)

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