As vantagens com o processo que utiliza a garrafa pet é a reciclagem das garrafas e a melhoria do ambiente. ‘‘É uma idéia boa, prática e barata’’, afirma o mestre em meio ambiente e técnico da Emater, Paulo Roberto Mrtvi, que acompanha o experimento do produtor.
  Ele acredita que o processo é viável, já que o material utilizado para impermeabilizar a madeira tem grande duração. ‘‘Não sabemos ao certo quanto tempo uma garrafa pet demora para dissolver no solo, mas a expectativa é de 250 a 400 anos’’.
  Também não é possível saber quanto o processo fica mais barato para o produtor. ‘‘Tudo vai depender da madeira que ele vai utilizar, se já tem material na propriedade ou não. Garrafa pet é fácil de encontrar e o soprador térmico, dos mais simples, custa em média, R$ 40’’.
  Hoje, o tratamento da madeira (feito para prevenir a deterioração, aumentando seu tempo de vida útil) mais utilizado é o químico, onde ocorre a fixação de elementos preservativos na madeira, tornando-a mais resistente à ação de fungos e insetos (brocas e cupins), principalmente se a madeira ficar em contato direto com a água ou com o solo.
  Ele é feito na parte interna da madeira, por meio da troca da seiva (madeira verde) por solução que contém elementos preservantes. Após a secagem, os elementos conservantes ficam retidos dentro da madeira. O tratamento pode ser realizado de maneira manual ou industrial (com utilização de equipamentos específicos).
  No processo industrial, o tratamento é realizado a vácuo ou sob pressão em autoclave, utilizando produtos preservativos regulamentados pelos órgãos competentes. Esses processos industriais são mais seguros para o meio ambiente.
  O processo de tratamento manual é feito nas pequenas propriedades para o tratamento de mourões. Nesse sistema, trabalha-se sem pressão e obrigatoriamente em galpão aberto, ventilado e com piso impermeabilizado. ‘‘Mesmo com todo cuidado esse tratamento, feito nas propriedades, é perigoso por envolver produtos químicos. Com o novo sistema, os produtores e o meio ambiente não correm riscos’’, afirma Mrtvi. (M.O)

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