Na Europa e nos Estados Unidos, esse tipo de mercado é caracterizado pela venda direta do produtor. No Brasil, foram acrescidos outros fundamentos éticos, como meio ambiente e condições de trabalho. É um mercado interessante porque favorece a participação direta no mercado de mini, pequenos e médios produtores, com preços mais conscientes e mais justos, sem tanta burocracia e entraves de custos
financeiros.
Marcos Aurélio Bacceti, corretor de café e cereais

É o mercado onde há o mínimo de interferências artificiais na economia de um determinado produto; onde não se impedem vantagens comparativas entre países e mercados. O mercado seria mais justo se não houvessem subsídios, que são artifícios responsáveis pelo mercado injusto, dando condições de competitividade à produção de alguns países. A agricultura é um mercado injusto e que sofre muito com esse protecionismo.
Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Ocepar

Quando se tem um mercado convencional ele se dá em forma de uma composição de preços junto a uma rede capitalista de exploração. O justo é um mercado no qual há os custos de produção e uma agregação de valores de modo que não ganhe apenas o intermediário ou a última ponta da cadeia produtiva. Todos os elos da produção recebem uma remuneração adequada e o consumidor também paga um preço adequado, sem que ocorra alguma forma de exploração.
Nilson Ladeia Carvalho, secretário de Agricultura de Londrina

É um mercado que ofereçe ao produtor condições de, além de cobrir seu custo de produção, ter uma renda que lhe permita manter-se na atividade, com acesso a tecnologias e investimentos em equipamentos. Se analisarmos o Paraná, nos últimos três anos, além das estiagens houve redução no preço dos produtos e aumento do custeio e a desvaloriação do real, responsáveis por um decréscimo financeiro que desmotivou o produtor. Ele não teve ganhos para sua sobrevivência quiça para investimentos.
Gilka Cardoso Andretta, coordenadora do departamento de estatística (Deral/Seab)

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