Valorização dos zebuínos
A partir dos resultados dos leilões realizados no primeiro turno da Exposição 2003 ficou demonstrado crescimento na demanda por raças zebuínas. O resultado dos dois leilões da raça guzerá podem ser tomados como exemplo e surpreenderam os organizadores, além da marca recorde do primeiro turno do leilão Espinho Preto, que vendeu o animal mais caro da mostra até então.
Segundo o presidente do Núcleo de Criadores de Guzerá do Paraná, Eduardo Fabretti dos Santos, a disputa pela compra de animais da raça foi acirrada. No 1º Leilão Guzerá Cachoeira 2C, a média das fêmeas alcançou a marca dos R$10 mil. Já no Guzerá Paraná, a média das fêmeas, considerada das melhores, ficou em torno de R$ 5 mil, ''um preço impensável em exposições anteriores. Parece que o guzerá voltou à moda e os criadores da raça tem motivos para comemorar.''
No caso do nelore, base da pecuária de corte brasileira, a raça já bastante valorizada, ainda têm muito fôlego. As matrizes de elite continuam sendo uma mina de ouro. O 1º Leilão Elite da Espinho Preto, realizado no domingo, foi uma demonstração disso. O remate ofertou 37 lotes individuais de nelore padrão PO e POI, e alcançou uma média de R$ 30.215,51, com um total de comercialização de R$ 1.117.900,00.
Um único animal, a doadora Radiante da Espinho Preto, foi arrematada pelo valor de R$ 189 mil, outro recorde da Exposição de Londrina.
Mas a Espinho Preto Agropecuária, que organizou o leilão, trouxe outros animais de alto gabarito com Narda da Pitu, com bezerra ao pé; e Jabutiá TE da Comapi, novilha com prenhez confirmada do famoso Panagpur, ambas vendidas no valor de R$ 78.400,00 cada. O touro Maestro da Espinho Preto, filho de Regente, grande raçador, atingiu o preço de R$ 70.000,00.





