Valor agregado é riqueza para a região
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Reportagem Local 
Ao completar 10 aos, Corol mostra seu principal fator de crescimento: agroindustrialização. Os projetos integrados da Cooperativa de Rolândia (Corol) envolvem o cooperado em toda a cadeia produtiva. O agricultor entra na cooperativa participando da atividade primária mas é envolvido na transformação do produto, através da agroindústria. ''E nós entendemos ser este o caminho para agregar valores e remunerar melhor o produtor'', afirma o produtor Eliseu de Paula, presidente da Corol. ''O resultado agrícola o produtor já tem - diz - agora, com os projetos integrados, ele acrescenta as vantagens de uma indústria de transformação e mais a comercialização do produto final''. A nossa luta é tentar transformar o máximo possível todos os produtos e encostar no consumidor.
Eliseu conceitua a cooperativa como prestadora de serviços aos cooperados, seus donos. Nessa vertente do cooperativismo a Corol, segundo ele, entra em ação ''agindo em tudo que o produtor precisa para produzir'', que é o que ele chama de ''antes da porteira''. Nesse aspecto o produtor precisa de insumos: sementes, fertilizantes de qualidade, defensivos, etc. Ele precisa de financiamento e também da melhor tecnologia - cita. ''É isto a Corol tem feito''.
Após a boa safra a cooperativa está preparada para fazer a boa comercialização e coloca à disposição do produtor toda estrutura: armazens, indústria, crédito de comercialização.
Eliseu resume assim o trabalho da cooperativa, através dos seus técnicos: atuação antes da porteira (planejamento na compra de insumos), dentro da porteira (assistência técnica e qualidade dos produtos) e depois da porteira (industrialização e comercialização). O produtor paga o custo de tudo isso.
O presidente da Corol comenta estudos apontando que o PIB agrícola dos municípios onde a cooperativa atual é mais elevado do que a média. Ele aponta a liquidez dos cooperados e analisa a atuação da cooperativa como fator regulador de mercado, evitando elevação dos preços dos insumos, de um lado, e na outra ponta, evitando achatamento dos preços recebidos pelos produtores.
Entre outros exemplos recentes ele cita a comercialização da soja. Em quase todos os Estados a soja disponível já terminou porque os produtores venderam toda a safra. No Paraná, especialmente na área de ação da Corol, o produto ainda tem soja para comercializar porque não foi pressionado financeiramente a vender o produto, podendo assim esperar o melhor momento.
Eliseu fala também sobre o papel da cooperativa na união das famílias e sua atuação junto às senhoras e jovens agricultores.


