Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho bovino e bubalino ficarão sujeitos à autuação e ao pagamento de multa por animal não vacinado. O valor da multa é de 1,5 Unidade Padrão Fiscal (UPF), que hoje vale R$ 32,00. A informação é da Defesa Sanitária Animal (DSA) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (Seab).
Outra restrição será no transporte dos animais para qualquer fim. Quem não vacinar não poderá retirar as guias de trânsito animal junto as unidades da secretaria estadual de agricultura. Sem as guias também serão autuados e terão que retornar a carga a sua origem. O objetivo é que o pecuarista conscientize-se e vacine o rebanho.
Para comprovar a imunização, é preciso preencher um cadastro recebido na loja onde foi feita a compra da vacina e entregá-lo na unidade veterinária da secretaria de agricultura mais próxima da propriedade rural. Para os criadores que possuem poucas cabeças e não utilizarão todas as doses contidas em uma ampola, a solução é contratar um vacinador que aplica vacinas individualmente.
Obrigação
A vacinação contra a febre aftosa é uma obrigação que os criadores de bois e búfalos devem cumprir duas vezes por ano. Não existe contra-indicação para a vacina, que é fabricada por cinco indústrias farmacêuticas e pode ser adquirida em lojas de produtos veterinários espalhadas pelo Estado. O preço médio de cada dose é R$ 0,85.
Dependendo do tamanho do rebanho, os criadores podem comprar ampolas com 10, 20 ou 50 doses. Cada dose corresponde a cinco mililitros da vacina e deve ser aplicada na região do pescoço dos animais, por via intramuscular ou subcutânea. A imunização acontece sete dias após a aplicação para os que já tomaram a vacina antes e, por isso, têm memória imunológica, e 21 dias depois para os que entram em contato com o produto pela primeira vez.
Taxa
Os pecuaristas também terão que recolher uma taxa de R$0,25 por animal quando efetuam a imunização. O dinheiro será utilizado na criação do Fundo de Saúde Animal, que visa indenizar animais que venham a ser sacrificados em caso de uma epidemia da doença. Ao comprar a vacina, o criador recebe um boleto bancário, a ser pago no banco e uma ficha de cadastro para comprovar o recolhimento da taxa.
Os recursos serão administrados pelo Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundetec). Na primeira fase da campanha foram arrecadados R$ 1,8 milhões. Nessa segunda etapa a previsão é recolher mais R$ 2 milhões. A taxa, cujo pagamento é obrigatório, continuará sendo cobrada no ano que vem. Em dois anos, a Seab pretende arrecadar pelo menos R$ 8 milhões. Produtores que não recolherem a contribuição correm o risco de serem autuados.

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