Curitiba - Apesar do Governo do Estado ter entrado com pedido junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no início deste ano, para que Paraná seja reconhecido como área livre da aftosa sem vacinação, a campanha de imunização contra a doença, que começa nesta segunda-feira, provavelmente ainda não será a última a acontecer no Estado.
O problema, segundo o secretário estadual de Agricultura, Erikson Camargo Chandoha, também presidente do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) é que o Estado ainda não conseguiu cumprir a meta número 1 de exigibilidade do Ministério. O órgão exige a contratação de pelo menos 350 profissionais da área de sanidade animal para atuarem na vigilância sanitária, em especial em barreiras sanitárias.
De acordo com ele, o Governo já fez dois chamamentos para contratar profissionais aprovados em concurso público realizado em 2006, mas apenas 111 concursados atenderam ao chamado e estão trabalhando. Ainda há pelo menos 239 vagas a preencher, entre cargos de veterinário, técnicos agrícolas e funcionários administrativos.
Ainda este ano, será realizada uma terceira chamada, mas o secretário não acredita que as vagas sejam preenchidas. As opções, para ele, seriam realizar um novo concurso ou fazer o aproveitamento de servidores de outros setores para atuarem nas barreiras sanitárias. Além disso, segundo o secretário, o Estado precisa atender outra exigência do Ministério, para reforço nas barreiras sanitárias existentes e a criação de dois novos postos de vigilância sanitária na divisa com São Paulo.
A segunda etapa da vacinação acontece entre os dias 1º a 30 de novembro em todo o Estado. Ao contrário da primeira etapa da campanha, realizada em maio, que só imunizou animais com até 24 meses, agora a vacinação foi estendida para a totalidade do rebanho. A expectativa é vacinar 9,6 milhões de animais, que integram o rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná. Na primeira etapa a cobertura vacinal foi de 96%. Quem não imunizar ou não comprovar a vacinação poderá ser multado em R$ 91,05 por cabeça não vacinada.

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