Da Redação
Segundo um estudo realizado em Davis, na Califórnia, EUA, vacas que parem gêmeos geralmente têm o parto adiantado em duas semanas e, uma vez feito o diagnóstico de gemelismo, elas deveriam ser secadas duas semanas mais cedo (75 dias antes da data prevista do parto), de forma a possibilitar o descanso necessário do período seco.
Os pesquisadores também recomendam que tais vacas sejam checadas, através de um exame de palpação, próximo da data do parto, para verificação da posição e apresentação dos fetos, proporcionando assim um menor risco de distocia e problemas sanitários associados com dificuldade do parto.
A taxa média de gemelismo oscila de 3 a 5% dos nascimentos e a ocorrência de gêmeos está associada com um maior risco de distocia, retenção de placenta, metrite, mastite e laminite.
HipocalcemiaEm uma pesquisa realizada na Universidade de Wisconsin, EUA, os pesquisadores descobriram que os níveis de cálcio no sangue foram significativamente maiores nos dois primeiros dias pós-parto em vacas que receberam gel de cálcio antes do parto.
O tratamento com cloreto de cálcio também reduziu significativamente a incidência de hipocalcemia (febre do leite) e deslocamento de abomaso, mas não alterou a taxa de retenção de placenta. Neste experimento as vacas foram divididas em dois grupos e as vacas que receberam o tratamento com gel de cálcio tiveram o produto aplicado via oral 12 horas pré-parto, no momento do parto, e 12 e 24 horas após. Das 39 vacas tratadas nenhuma apresentou hipocalcemia, enquanto das 63 vacas do grupo de controle, cinco apresentaram febre do leite.
Essas informações sugerem que a utilização de géis de cálcio podem ser potencialmente interessantes em rebanhos que apresentam problemas de hipocalcemia pós-parto. No entanto, esses produtos ainda não são encontrados no mercado brasileiro, mas deverão ser introduzidos em breve.

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