Vaca leiteira produzirá 35 vezes mais no PR
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
A produção leiteira do Paraná promete dar um salto de qualidade e quantidade nos próximos três anos, com as experiências que estão sendo desenvolvidas pelo Departamento de Agronomia do Centro Universitário de Maringá (Cesumar). O consumidor terá um alimento de primeira linha: o leite orgânico. O pequeno produtor sairá da média de 1,2 mil quilos de leite produzidos anualmente para cerca de 35 mil quilos. Na propriedade não será utilizado qualquer tipo de remédio sintético, adubo químico ou pesticida. A natureza agradece, o consumidor também e o agricultor, com apenas um alqueire, produzirá mais e melhor do que os europeus, que hoje produzem 15 mil quilos anuais de leite.
O Brasil produz uma média de 900 quilos de leite por hectare anualmente. A novidade não é só o leite orgânico, mas a diminuição de custo e o aumento de produtividade sem agredir o meio ambiente. Esta equação está sendo conduzida pelos professores Odacir Antonio Zanatta, coordenador do Departamento de Agronomia e Marcos Seghese, que coordena o projeto. Segundo os pesquisadores, o estudo busca atender uma exigência de mercado e conta com apoio da indústria de sementes de gramíneas e leguminosas, além de animais de fazendas de criação. O projeto tem o apoio da Fundação Araucária.
Técnicos da Emater detectaram que pequenos produtores de 39 municípios da região de Maringá não estavam produzindo o suficiente para sua sobrevivência. ''Os pequenos produtores não têm a tecnologia adequada para produzir mais e com melhor qualidade o leite. Ele (produtor) produz muito pouco por unidade de área'', declarou Zanatta. Diante desta constatação, cientistas do Cesumar foram atrás das últimas novidades em produção leiteira no mundo. De posse destas informações nasceu o projeto de pesquisa do Leite Orgânico, como está sendo conhecido.
O projeto procurou escolher uma genética adequada de vacas em lactação, além da pastagem correta para produção leiteira. Zanatta explica que foi formado um campo agrostológico com mais de 60 espécies plantadas, entre gramíneas e leguminosas. Este espaço que está localizado na Fazenda Cesumar, a 13 quilômetros do centro de ensino, serviu como expiriência para saber quais das espécies é a mais adequada para alimentação dos animais.


