Nas últimas décadas a uva é a principal atividade econômica do município de Marialva (região noroeste do estado) e 750 produtores cultivam uvas finas para mesa em 1.300 hectares. A produção de uvas rubi, benitaka e brasil é vendida in natura em várias regiões do país. A viticultura gera 5 mil empregos diretos no município.
Seguindo a tendência de atividades econômicas, em que a ordem é agregar valor, foi criada no município há 3 anos a Cooperativa Agroindustrial dos Viticultores (Coavit), cujo objetivo é produzir vinhos rústicos. Vinte e cinco produtores devem ocupar 50 hectares com as variedades isabel, niágara, bordeaux e itália. ''É um embrião de uma grande alternativa de diversificação'', diz Nelson Ricieri, presidente da cooperativa.
Segundo ele, os equipamentos e instalações da vinícola foram obtidos por meio de recursos do Programa Paraná 12 Meses, de uma emenda parlamentar e por meio de recursos municipais que garantiram, por exemplo, o barracão, cedido em comodato. Ricieri afirma que até agora os parreirais já foram implantados em cerca de 20 hectares. Mas a vinícola atingiu no final de 2006 a capacidade total, produzindo 30 mil litros de vinho, com 50 toneladas de uva.
Outro projeto para agregar renda é desenvolvido pela Cooperativa Agroindustrial de Rolândia (Corol), que desde 2002 está incentivando seus associados a produzir uva para a fabricação de suco. As instalações da indústria, que processa laranja, foram adaptadas para a produção do suco de uva, que começou este ano. Foram investidos R$ 3,5 milhões para adaptação da unidade que tem capacidade instalada de 10 mil toneladas (40 dias de operação), com a produção de 1,5 mil toneladas de suco concentrado.
De acordo com a assessoria da Corol, cerca de 373 associados, de 66 municípios já cultivam uma área de 400 hectares de uva das variedades isabel, rubea e concord. Das 405 toneladas que serão produzidos nesta safra, 380 toneladas serão industrializadas e 25 toneladas serão comercializadas in natura. A cooperativa presta assistência técnica aos produtores e garante a comercialização da produção, além de repassar parte do lucro aos associados. No Centro de Difusão de Tecnologia, a Corol realiza pesquisa também sobre a fabricação de sucos de abacaxi e maracujá. (R.C.)

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