Uso noturno gera ganho ambiental
Os dois programas de utilização noturna da energia elétrica PAN e PIN proporcionam redução de custo ao agricultor e ao mesmo tempo usam a energia gerada à noite e que não pode ser armazenada. Dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) estimam que o avicultor tem uma economia entre R$ 1 mil e R$ 2 mil ano ano, dependendo do consumo.
Segundo o agrônomo Adenir de Carvalho, o processo de inclusão no programa é bastante simples. O produtor deve procurar a cooperativa ou a Emater para fazer o cadastro, que é encaminhado à Copel. Se o medidor da energia for comum, o produtor pode acionar outros equipamentos na propriedade, como triturador de grãos, picador de forragem e equipamentos domésticos como chuveiro, televisão e ferro de passar, afirma.
Desde que foi implantado em 2007, o PAN já recebeu mais de 2.900 solicitações, das quais mais de 2.300 já foram atendidas, o que representa 81,9%. De acordo com a Emater, o PAN deve atender prioritariamente a agricultura familiar. Os agricultores familiares terão desconto de 74% na energia urbana e 60% na energia rural, explica Carvalho.
Para a veterinária Gayza Maria de Paula Iácono, gerente regional da Emater em Apucarana, os programas de barateamento da energia elétrica representam um benefício para a atividade agropecuária e um ganho ambiental. O produtor deve ter sempre em mente a preservação dos recursos hídricos, enfatiza.
Gayza afirma que o Programa de Irrigação Noturna, implantado há quatro anos, ao contrário do que muitos avaliam, não se destina apenas à produção de hortifrútis. Segundo ela, o desconto potencializa a produção, sem aumentar custos. O produtor de café, pastagem ou frutas pode aumentar a sua produtividade. A economia que terá com a eneria elétrica, cobre os custos com a irrigação, explica. A gerente também desfaz o mito de que as atividades na propriedades precisam ser feitas no período noturno. A água, por exemplo, pode ser bombeada à noite e utilizada de dia, afirma. (R.C.)





