Entre os 450 trabalhos de pesquisa apresentados durante o 10º Congresso Brasileiro de Sementes, um deles chamou a atenção devido a sua proximidade com um tema atualmente em moda: o estudo do DNA (estrutura da célula que guarda o patrimônio genético dos seres vivos).
Já quase comum em casos de paternidade não-assumida, o estudo do DNA está ajudando pesquisadores a localizar nas sementes os fungos que podem prejudicar as lavouras. Professores e estudantes da Universidade Federal de Lavras (MG) estão desenvolvendo um ‘‘kit’’ capaz de identificar nas sementes de algodão um fungo extremamente prejudicial à cultura.
‘‘Com base nas análises do DNA conseguimos localizar o fungo pelas ‘impressões digitais’ que ele deixa na semente’’, explica a doutoranda Renata Silva Mann, integrante do grupo de pesquisa. Segundo ela, o trabalho agilizará os testes de qualidade e barateará seus custos, além de oferecer resultados mais precisos.
Outra atração do congresso foi uma feira que reuniu 16 expositores, entre produtores (públicos e privados) de sementes, defensivos e equipamentos agrícolas. A multinacional inglesa Zeneca apresentou duas variedades de milho híbrido precoce - o 8474 e o 8440. Segundo o gerente de Operações da Empresa Brasileira de Sementes (EBS), braço da multinacional no Brasil, Jorge Luiz de Souza, as duas variedades aliam produtividade e estabilidade (produção constante durante anos seguidos).(V.D.)

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