Uso de produtos alternativos baixou custos
O frango light foi desenvolvido no aviário experimental da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), com capacidade para 800 aves. De início foi preciso uma adaptação das aves à mudança alimentar. Aos 14 dias, por exemplo, as aves alimentadas com ração normal foram as mais pesadas.
Os maiores pesos médios finais, no entanto, nos frangos com penas, foram para os alimentados com ração contendo resíduos de mandioquinha-salsa (2.113,7kg), apresentando conversão alimentar de 2.1186kg de ração/kg de peso do frango, que foi inferior em 2,2%; 9,7% e 23,9%, quando comprados com a ração normal (2.164,6kg); ração com 15% de cará (2.324,6kg) e ração com 30% de cará (2,624,7kg), respectivamente.
Esse fato poderia relacionar-se à maior quantidade de resíduo mineral fixo, proteínas e amido da ração com 15% de mandioquinha-salsa, em relação aos outros tipos de ração utilizados no experimento. Os menores custos de produção/kg de frango com pena (R$0,2405), sem pena (R$0,2745) e limpo (R$0,4943) foram dos frangos alimentados com ração contendo resíduos de mandioquinha-salsa e os maiores custos corresponderam aos frangos alimentados com ração contendo 30% de cará.
A maior quantidade de carne de cada frango limpo comercializada e realmente consumida -cozida (1.018,16g) ou assada (741,72g) - correspondeu ao frango criado com ração que continha mandioquinha-salsa, com custo/kg de frango de R$0,7158 e R$0,9825, respectivamente.
Essas características possibilitam o oferecimento de frangos tipo light a menores preços, no caso dos frangos alimentados com ração contendo mandioquinha-salsa, os quais poderiam ser utilizados para exportar a países europeus e Estados Unidos.
Os frangos alimentados com ração normal mostraram-se excessivamente gordurosos, provavelmente devido ao maior teor de extrato etéro (4,24% e/ou do valor calórico do milho utilizado na ração). Esse fato demonstra o potencial da mandioquinha-salsa e a possibilidade de maiores lucros para o avicultor.
Isso porque o custo da matéria seca dos resíduos (R$0,0325) representariam 29,55% em relação ao custo do milho (R$0,11) e que após seu uso percentual no formulado da ração induziria diminuição de 9,20% no custo. (As informações foram extraídas do artigo dos professores e estudante do curso de Agronomia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em Dourados, Maria do Carmo Vieira; Néstor Heredia; João Dimas Graciano e Rosilene Antônio Ribeiro.(C.B.)





