O fungo da ferrugem asiática, uma vez inoculado, se espalha com o vento. Por isso, quem planta soja mais tarde corre um risco maior de ver a lavoura sofrer com a doença. Sendo assim, aumentam as aplicações de defensivos. De acordo com Romildo Birelo, gerente de produção de sementes da Cooperativa Integrada, o número de aplicações na safrinha triplica.

Para o produtor Samuel Faustin a calendarização está contribuindo para a boa produtividade da soja por quebrar o ciclo da ferrugem
Para o produtor Samuel Faustin a calendarização está contribuindo para a boa produtividade da soja por quebrar o ciclo da ferrugem | Foto: Saulo Ohara



"Se estende para a safrinha (o produtor) faz de seis a sete aplicações, só na safrinha, mais umas três no verão, serão pelo menos 10 aplicações em cada ciclo; você acelera em três vezes a resistência (do fungo aos fungicidas existentes)", explica.

Para Birelo, a ferrugem é uma ameaça constante e a agricultura só ganhou com a extinção da safrinha. "A consideração que a gente faz é em cima de posicionamento técnico. Acho que quem já está trabalhando dentro das boas práticas não pode perder isso, pelo contrário, elas têm que ser cada vez mais implementadas", defende.

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O produtor Samuel Faustin, dono de uma área de 120 alqueires em Jataizinho, acredita que a calendarização está contribuindo para a boa produtividade da soja por quebrar o ciclo da ferrugem. "Quem planta soja mais cedo, precoce, vai ficar o foco da doença ainda no campo", alerta. Faustin mantém suas lavouras com acompanhamento contínuo de agrônomos "para não ter problema". Ele destaca, também, a limitação de produtos eficientes no mercado. "Fora do Brasil tem alguns venenos, mas são importados, têm limitações de importação. Para nós, brasileiros, foge do controle se fizer esse prolongamento do prazo de plantio", acredita. (C.F.)

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