Uso da mandioca na alimentação animal
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de novembro de 2001
Carolina Avansini<br>De Londrina 
O proveitamento da mandioca na alimentação animal está sendo pesquisado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura em Cruz das Almas (Ba). De acordo com o pesquisador Carlos Estevão Leite Cardoso, a parte área da planta, formada por hastes e folhas, concentra de 22 a 24% de proteína. O produto pode ser utilizado fresco, seco ao sol, sob a forma de raspa da raiz, feno de ramas ou ensilada. Como se deteriora rapidamente após a colheita, seu uso na forma de raspa e silagem são os mais eficientes, por concentrarem os princípios nutritivos e serem de fácil armazenamento.
O segredo para preparação de uma boa silagem está na rapidez da colheita, picagem e acondicionamento do material a ser armazenado.
Passos para obtenção de uma boa silagem da parte aérea da mandioca:
-. Colher a parte aérea perto da picadeira
-. Picar em pedaços inferiores a 2 cm
-. Encher o silo o mais rápido possível
-. Compactar o máximo possível para retirada do ar
-. Encher o silo até ficar abaulado
-. Fazer uma valeta de proteção contra a água de chuva
-. Não abrir o silo antes de 30 dias
Preparo do Feno
Os passos para a preparação do feno da rama de mandioca, da colheita até a picagem do material, não diferem do processo da silagem:
-. Colheita da parte aérea (quando mais verde, melhor a qualidade em termos de qualidade protéica)
-. Picar em pedaços até 2 cm
-. Espalhar o material picado (15kg/m2) sobre lona ou terreiro cimentado
-. Revolver o material de 2 em 2 horas no primeiro dia
-. Juntar o material e cobrir com lona impermeável à tarde
-. Pela manhã do dia seguinte espalhar o material
-. Deixar ao sol até o material ficar completamente seco
-. Ensacar o material fenado (seco) ou transformá-lo em farelo em moinhos de peneira e armazená-lo em depósitos arejados à granel ou em sacos de boa ventilação sobre estrados de madeira.
Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura


