Usinas fazem controle biológico
''A tendência das usinas é realizar o controle biológico da lavoura'', afirma a agrônoma Norma do Prado. Segundo ela, as principais pragas da cana são a broca e a cigarrinha da raiz, que quando controladas não limitam a produção. ''O controle das pragas de solo deve ser feito ainda durante o plantio'', reforça.
A agrônoma explica que os resíduos da agroindústria podem ser aproveitados no próprio canavial, por meio da fertirrigação. A vinhasça, rica em potássio, reduz o uso de adubo químico na plantação. Já a torta de filtro é fonte de matéria orgânica para o solo, inclusive em lavouras de café e citrus, como ocorre com os cooperados da Corol.
A produtividade, segundo Norma, está relacionada ao padrão do solo, clima e nível tecnológico aplicado. Após, em média, quatro ou cinco cortes consecutivos, a lavoura deve ser renovada. ''No caso da Corol, a longevidade da lavoura é de até nove cortes'', diz Norma. Durante a reforma do canavial é recomendado o plantio de espécies de ciclo curto para rotação de culturas. Amendoim e soja são as mais indicadas.
O corte pode ser manual, com um rendimento médio de 5 a 6 toneladas/homem/dia, ou mecânico. Colheitadeiras para cana inteira colhem, em média, 20 t/hora, enquanto as colheitadeiras para cana picada têm rendimento de 15 a 20 t/hora. (M.G)





