O Uruguai é o maior importador da erva-mate brasileira. Quase 100% da produção é destinada para aquele país, um mercado que consome cerca de 28 mil toneladas do produto – abastecidas pelo Brasil e Argentina –, por ano, segundo o empresário ervateiro Leandro Beninho Gheno, gerente da unidade da Baldo S/A, em São Mateus do Sul. O Brasil fica com cerca de 80% desse mercado de exportação, que se resume basicamente em erva-mate para chimarrão.
  A preferência dos uruguaios é pelo mate de sabor mais encorpado sem deixar de ser suave, resultado de um produto de coloração verde ouro, feito só de folhas e estacionado durante oito meses. A Baldo é hoje a maior exportadora do segmento ervateiro do Brasil. Atuando nesse mercado desde 1978, a empresa definiu, em 1990, atender unicamente o mercado externo. ‘‘A escolha pelo mercado exportador, além de ser estratégica, está relacionada a expertise da empresa neste tipo de produto, obtido através de processos diferenciados de secagem, moagem e estacionamento’’, explica Gheno.
  Só em 2005, a Baldo mandou para o exterior 16.603 toneladas de erva-mate para chimarrão, o que representou mais de US$ 16,5 milhões. ‘‘Para este ano, a previsão é manter os mesmos volumes de exportação, talvez com uma leve tendência de aumento’’, informa ele. Depois do Uruguai, os maiores mercados em potencial ficam na Europa, em países como Alemanha, Espanha e Itália, e ainda os Estados Unidos. ‘‘Basicamente temos o mercado alemão e outros países com imigração latino-americana, além de algumas exportações pontuais’’, informa o empresário. A Argentina, segundo ele, ainda é o maior produtor de mate. No Brasil a maior parte da produção é extrativista. (F.G.)

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