Unica ratifica Roberto Rodrigues como presidente do conselho
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto - As usinas e destilarias associadas à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) confirmaram esta semana, em assembleia, o nome do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues para presidir o conselho deliberativo da entidade. Rodrigues, atualmente coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro), substitui o ex-ministro chefe da Casa Civil e ex-presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente, que se aposentou. Ele tomará posse no dia 2 de junho, durante a cerimônia de entrega do prêmio Top Etanol, em São Paulo.
Como Rodrigues não tem cargos em usinas associadas, o presidente do conselho deliberativo da Unica deixa de ser um representante de empresa sócia e passa a ser um executivo contratado pela associação. A assembleia aprovou, ainda, a manutenção da economista e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Elizabeth Farina, como a presidente executiva da Unica.
A assembleia aprovou profundas mudanças na estrutura administrativa e orçamentária. O valor das contribuições associativas para as indústrias instaladas no Estado de São Paulo caiu de R$ 0,13 por tonelada de cana processada por safra para R$ 0,06 por tonelada processada e já vale para o orçamento deste ano. Para indústrias instaladas fora de São Paulo, o valor cai de R$ 0,06 para R$ 0,045 por tonelada.
Segundo comunicado da entidade, "a redução foi justificada pela necessidade de adequação das contribuições à realidade econômico-financeira das indústrias sucroenergéticas que, desde 2008, vêm sofrendo grande perda de competitividade em razão de políticas públicas adotadas para o setor de combustíveis, que incluem a redução da carga tributária sobre os derivados de petróleo comercializados no País e a comercialização de gasolina subsidiada".
Etanol Celulósico
A assembleia aprovou ainda uma alteração no estatuto da Unica, que passará a admitir a associação de empresas produtoras de etanol de segunda geração (2G), ou celulósico, desde que produzido a partir de resíduos e subprodutos da cana-de-açúcar. Segundo a entidade, a alteração reflete os investimentos já realizados em 2G por diversas empresas associadas da Unica, além de viabilizar o ingresso no quadro de associados de produtores dedicados exclusivamente ao etanol 2G.


