Aspectos botânicos: Planta trepadeira de grandes dimensões, pertencente a família das Rubiáceas, com altura de até 30 metros. Apresenta espículas em forma de gancho, folhas opostas e ovaladas com uma fina película, de coloração pardacenta. Flores sésseis, pequenas e numerosas, com cálice tubular infundibuliforme. Fruto bilocular, pardo e com numerosas sementes aladas em seu interior. É original da América do Sul, principalmente na região amazônica, crescendo entre 600 e 800 metros de altitude (encontrados exemplares em até 2.500 metros de altura.

Nomes comuns: Unha de gato, rangaya (Panamá), Bejuco de água (Colômbia), samento ou unganangui (índios peruanos), garabato amarillo.

Histórico: Descrita pela primeira vez em 1797 e batizada com o nome de Nauclea aculeata e rebatizada como Uncaria tomentosa em 1830. Foi inicialmente estudada por J. Brel, no Peru, em 1950.

Na década de 1970, um austríaco chamado Oscar Schuler Egg, em busca de uma planta para tratar o câncer de seu pai, em incursões pela Amazônia Peruana, contatou tribos que utilizavam a unha de gato como antiinflamatória, antiartrítica, antidiabética e na cura de tumores.

Como é sabido por todos, a inalação crônica de fumaça, é uma causa comum de câncer (haja visto o fumo), e apesar dessa frequente inalação por parte dos índios peruanos de algumas tribos, essa doença não era conhecida nessas comunidades. Então, associou-se a isso o fato do uso constante de decocções com a planta.

Contra todas as previsões, o pai de Oscar Egg apresentou uma melhora paulatina com o desaparecimento de todas as evidências clínicas da doença. Esses resultados levaram Egg a dedicar o resto de sua vida ao estudo científico da ação da unha de gato, levando-a para os melhores laboratórios da Alemanha e da Áustria.

Usos terapêuticos: Imunoestimulante e antimutagênico (auxiliar em tratamentos de tumores diversos, herpes e outras doenças virais, parasitoses intestinais, doenças inflamatórias intestinais); Antiinflamatório e imunomodulador (Artrites, lupus e outras colagenoses); Antioxidante.

Princípios ativos: Alcalóides diversos (principais responsáveis pelas atividades terapêuticas), polifenóis, procianidinas, glicosídeos e triterpenos do ácido quinóvico, fitosteróis, ácido oleânico.

Partes utilizadas: Córtex e raiz.

Formas de uso e dosagem: Decocto por 2 minutos ou infusão: 2 a 5% - 1 a 2 xícaras/dia; extrato seco: até 1.000 mg/dia; extrato fluído: 25 a 75 gotas/dia.

Tempo de uso: O início da ação se dá à partir do terceiro dia. Em tratamentos de dores articulares, se requer tratamentos de até três meses, dependendo da gravidade da doença. Seu uso deve ser interrompido a cada três meses de uso, respeitando-se um intervalo de um mês de ''descanso''.

Efeitos colaterais: Em altas doses pode provocar febre, diarréia, dor de estômago, geralmente reversíveis com a suspensão do uso.

Contra-indicações: Gestação e lactação; crianças menores de 3 anos e transplantados.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.

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