O agricultor Osmar Manhi, de Ubiratã, toca dois alqueires de soja e milho e para complementar a renda familiar cuida de 100 colméias que produzem anualmente até 1,2 mil kg de mel. Em parceria com outros apicultores da região, eles fundaram uma associação para fomentar a construção de uma indústria de processamento de mel.
Ele explica que antes de ser embalado, o mel é homogeneizado, filtrado e decantado. Esse processo elimina impurezas e garante teor de umidade inferior a 19%, ''que impede que o produto azede depois de envasado'', diz. Também é necessário um registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) para a obtenção do código de barras que permitirá a comercialização.
Hoje, a Associação dos Apicultores da Região de Ubiratã (Apiu) já conta com 12 membros e outros 19 apicultores de Juranda e Nova Cantu mostraram interesse em fazer parte da organização. ''Os sócios são todos pequenos apicultores que viram na produção de mel uma alternativa de renda. Grande parte dos associados mantém lavouras e outra parcela produz cachaça'', assinala o presidente.
A indústria, conta Manhi, foi construída com recursos do programa Paraná 12 Meses, do governo estadual, e processa 6 t de mel/ano. O mel é vendido individualmente pelos associados em embalagens de um e meio quilo e em sachês de 270 gramas. A maior parte da produção envolve abelhas africanizadas. ''Exportar não compensa mais. Eu, por exemplo, tenho vendido meu mel na feira do produtor e em supermercados da região'', declara o apicultor. (M.G.)

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