Uma questão de segurança nacional
O corretor Marcelo Eduardo Luders, diretor da Correpar, em Curitiba, que integra a Câmara Setorial do Feijão, destaca que o grão foi assumido pelo governo como ''questão de segurança nacional por ser um produto base da alimentação do brasileiro''. Com isso, ações de apoio à comercialização já estão sendo tomadas, como o aumento no preço mínimo do produto. O governo, segundo ele, assinala também para a recomposição dos estoques reguladores.
Entretanto, ele não acredita na manutenção de preços tão elevados como os atuais. ''Já há redução e isso deve se registrar novamente na colheita nos meses de janeiro e fevereiro, mas não dá para estimar até onde vai chegar'', diz.
Mesmo assim, Luders também concorda com a tendência de crescimento na safra 2008/09 de feijão. ''Os produtores estão animados e a queda no preço do milho é mais um fator de estímulo à cultura.''
Para a decisão de plantio, o corretor orienta cautela por parte dos produtores. ''O País vai precisar de produção, mas o agricultor não deve optar por uma única variedade. O melhor são talhões com carioca, rajado e o preto'' aconselha.
A comerciante Maria Neusa Depieri Vicente que, no mês passado, chegou a pagar R$ 240,00 pela saca do feijão carioca de qualidade, diz que o grão trazido de outros estados está custando R$ 210,00. O preço de venda ao consumidor esta semana é de R$ 4,50 o quilo.
Para ela, há uma queda no consumo do produto se comparado a outros anos, mas a culpa não é exclusiva dos preços. ''A idéia de alimentação saudável oferece outras opções para o consumidor. Tenho clientes que consumiam em média 30 quilos/mês e agora compram entre 10 e 15 quilos. Há até quem misture o feijão com a soja'', conta. (C.G.)





