Uma oportunidade de crescimento
André Curi, executivo da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (Febrapdp), afirma que o museu é uma grande conquista para a agricultura brasileira porque mostra aos jovens como a tecnologia foi evoluindo com o passar dos anos. Curi acrescenta que o Brasil se deu muito bem com a tecnologia, melhor que em países onde foi originada a técnica. ''Quando iniciou os primeiros experimentos, ninguém acreditava no processo, mas depois viram que o sistema dava certo'', completa.
De acordo com o professor do departamento de agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ricardo Ralisch, o museu também tem a finalidade de mostrar ao mundo que a agricultura se faz em harmonia com a natureza. ''O plantio direto é muito importante para a agricultura tropical porque retém a umidade do solo'', observa. O especialista completa que os produtores de Mauá da Serra trabalharam de forma coletiva para concretizar esse sonho.
Foco na qualidade
André Curi explica que o futuro da tecnologia é investir cada vez mais na melhoria do sistema. Segundo ele, o agricultor deve ficar atento na quantidade e qualidade da palhada que se encontra na lavoura. ''O produtor precisa saber aplicar o sistema de forma correta'', salienta. Curi afirma que a aplicação de rotação de cultura, terraceamento e a escolha adequada da cultura que gerará a palhada são itens que garantem a qualidade do sistema. De acordo com Herbert Bartz, o índice ideal de produção de palhada para se ter um sistema eficiente deve ser superior a 6 mil quilos por hectare.
Apoio
O museu do plantio direto contou com o apoio da prefeitura de Mauá da Serra, governo do Estado do Paraná, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa e da UEL. O prédio foi patrocinado pela cooperativa Integrada, Dow Química, Itaipu Binacional, Trator Case, Sementes Mauá e Syngenta. (R.M.)





