O ministro da Agricultura, Francisco Turra, anunciou quinta-feira, 23/4, que o trigo colhido no Brasil terá um novo padrão de classificação, para melhor se adaptar às exigências do mercado consumidor. Um um grupo de trabalho foi criado para, num prazo de 30 dias, rever os critérios da Portaria 167, publicada em julho de 1994, que classifica o trigo em rês tipos: superior, melhorador e comum.
‘‘Os critérios de classificação atuais são inadequados. Nem o mercado se orienta mais por eles’’, explicou Turra. O Ministro Acrescentou que a única utilidade dessa classificação era servir de referência ao governo na fixação dos preços mínimos de garantia do trigo. ‘‘Assim, não tinha mais sentido a vigência dessa portaria, com um padrão de classificação tão desatualizado’’, destacou.
DistorçãoOs triticultores gaúchos eram os mais prejudicados com a continuidade desses critérios, na opinião de Turra. Ele disse que a denominação ‘‘trigo comum’’, colhido no Rio Grande do Sul, servia apenas para desvalorizar mais o produto. A alegação é de que o ‘‘trigo comum’’ é usado somente na fabricação de biscoitos e bolachas, mas nem por isso pode ser considerado inferior. O ministro Turra garantiu que a nova portaria, a ser aprovada até o final de maio, corrigirá essa distorção.
Sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimenot Rural (SDR), o Grupo de Trabalho é formado por técnicos da Conab, Embrapa, OCB, CNA, Abtrigo, Secretaria de Política Agrícola, Secretaria de Assuntos Econômicos, Serviços de Classificação dos Estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e do setor de armazenagem de grãos.

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