Curitiba - A preocupação com a conservação do solo, aumentando ao mesmo tempo a produtividade da fazenda, fizeram com que a Frankanna fosse uma das pioneiras no Brasil na implantação do sistema de plantio direto na palha. Após a colheita de algum tipo de grão, o solo é preparado sem a utilização de máquinas e as sementes para a próxima safra são plantadas sem que seja removida a palha natural do solo.
Além de resultar em economia com tratores, a técnica evita o desgaste do solo ao longo dos anos. ''Quanto mais se mexe no solo, mais ele é comprometido'', afirma Franke Dijkstra, que atualmente ocupa a presidência da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha. ''No Brasil, temos um solo sob ação de um clima tropical, que não resiste a duas mudanças por ano'', acrescenta. Segundo Dijkstra, um terreno bem trabalhado pelo sistema de plantio direto conserva em seu subsolo, por hectare, cerca de 10 mil toneladas de micro-organismos, que ajudam na conservação da terra. ''Com mudanças constantes no solo, você vai acabando com isso e, consequentemente, diminui a produtividade'', conta.
Produtividade que, garante Dijkstra, é comprovadamente maior com o plantio direto. Na Frankanna, a produção de soja, que chega a superar 4 toneladas por hectare, é praticamente o dobro da média nacional. Dijkstra conta também que a produção de milho na fazenda é comparável à registrada nos Estados Unidos, que lidera o mercado deste produto. Para divulgar ainda mais a técnica, a federação vai realizar entre os dias 29 e 31 deste mês, em Ponta Grossa, o simpósio ''Gestão sustentável do agronegócio''. Para o ano que vem, Dijkstra conta que está sendo programado um encontro sobre plantio direto em Londrina. (R.L.)

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