A hortifruticultura, para o coordenador do programa, Luiz A. Fayet, ''é um tesouro da economia'', até hoje quase inexplorado. Além de viabilizar as mais de 300 mil pequenas propriedades existentes no Estado, o setor pode abrir uma grande frente de oportunidades de empregos e negócios.
Os ítens de classificação do Hortiqualidade-Paraná, segundo Fayet, estão sendo elaborados em parceria com a Central de Entrepostos de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). O andamento do sistema de classificação, informa Fayet, está atrasado por falta de recursos humanos e finaceiros. A nova administração do Ministério da Agricultura está reforçando o número de técnicos e, ''podemos ter novidades a partir do próximo semestre'', presume.
Um técnico da assistência oficial, que preferiu não se identificar, diz que esse conceito de produção com qualidade já ''pegou'' em algumas associações de produtores do Estado, como em Marialva, Rosário do Ivaí, Marilândia do Sul e Bandeirantes. A criação de uma associação com sucesso depende, não só da boa vontade de alguns. Ela esbarra em questões culturais dos produtores e na disponibilidade dos técnicos que assessoram. ''É preciso dedicação exclusiva''. No Norte do Estado o número de profissionais disponíveis, informa, atende apenas 40% da demanda.
Para o técnico, além da ausência de um sistema de classificação, os produtores enfrentam problemas com calote. O ex-presidente da Apronor, João Neto, diz que as perdas anuais giram em torno R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. A informalidade da comercialização é apontada como facilitadora. O produtor, opina o técnico, tem que ter as mesmas exigências do comércio urbano e se munir do máximo de informações possíveis. ''A seriedade deve ocorrer em todos os elos da cadeia. É preciso pensar na sobrevivência do agricultor'', adverte. (C.G.).

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