O trabalhador rural José Teixeira de Andrade é um dos ‘‘sócios’’ de Silvestre na lavoura de mandioca do condomínio, na Fazenda Sertãozinho, de 80 alqueires, em Tuneiras do Oeste. Ele era empregado da propriedade, e acredita em um retorno financeiro melhor, trabalhando em parceria com a mulher e outros parentes, na lavoura de mandioca. ‘‘Como assalariado a gente não tem futuro, e no condomínio, trabalhando mais, vamos ganhar mais’’, afirma.
Por enquanto, Andrade está sobrevivendo com o acerto que fez ao se desligar do emprego na fazenda e com o dinheiro que consegue em alguns trabalhos por fora. ‘‘Mas o ideal seria a gente ter alguma garantia imediata’’, explica. Ele diz que o Governo poderia repassar cestas básicas para as famílias que entram no condomínio. ‘‘Pelo menos para a gente garantir a comida e ter tempo de cuidar melhor da lavoura’’, diz. Com o alimento, Andrade acredita que as famílias podem até tocar uma área maior.
Outra reivindicação dele é a criação de um seguro rural, evitando as perdas dos trabalhadores. O seguro, explica Andrade, iria garantir apenas as frustrações de safra por problemas naturais, como ocorre com o Proagro. ‘‘A gente só precisa de um apoio para começar e, depois, de garantia para se manter no condomínio sem arcar com prejuízos que o clima pode causar, já que isso é imprevisível’’, afirma. Ele acredita que, depois da primeira colheita, as famílias ficarão estabilizadas, para garantir a continuidade do projeto.(M.Z.)

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