Imagem ilustrativa da imagem Um pouco de cada grão
Parte do milho do produtor Luís Carlos Amalfi foi ao chão porque estava fraco e houve chuva e vento forte durante a safra



Com quebra de safra no milho e problemas para acessar o seguro rural, mas com fé na diversificação de culturas e no trabalho no campo. O perfil é comum ao homem do campo paranaense, principalmente na região Norte do Estado, onde houve um período prolongado de seca entre maio e abril, além de geadas pontuais em junho.
O agricultor Luís Carlos Amalfi, da região de Arapongas, é um dos que terá perdas de até 50% na produção da segunda safra de milho neste ano. "Mas, comparando com alguns vizinhos daqui, estou até bem. Ao menos choveu um pouco na minha propriedade", diz. Mesmo assim, lembra que parte dos pés foram ao chão porque estavam fracos e houve chuva e vento forte em um ocasião.
Entre os 684 hectares (ha) próprios ou arrendados sobre os quais trabalha, Amalfi planta, principalmente, soja, milho e trigo. Os resultados da segunda safra, porém, devem cair à metade nos cerca de 250 hectares plantados. "Estamos apostando no trigo, porque o seguro que fiz para o milho não está cobrindo direito a produção e tive de recorrer a um empréstimo", conta.
O produtor reclama que a análise da seguradora rural considera uma amostragem, e não a colheita fechada, além de não separar a espiga podre ou ardida da espiga própria para venda. "Só descontam a impureza e a afetada por umidade e aí não chega no total de perda para poder acessar o seguro rural, o que deixa o prejuízo com a gente."
Não fossem as altas cotações da commodity, ele afirma que não conseguiria pagar as contas. Entretanto, mesmo no plantio de primeira safra ele havia aumentado o tamanho da terra com milho e diminuído o de soja, para aproveitar a boa remuneração. "Há três anos eu não plantava milho no verão por causa do preço, mas aumentei em 50% no total e em 70% no safrinha", diz. (F.G.)

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