Kiwi: um poderoso antioxidante
Seu aspecto externo parece ser rústico. Chega a dar arrepios em alguns, por conta de sua casca cheia de pelos, mas por dentro a textura é lisa, de cor vívida e seu sabor inigualável, parece ser uma mistura de tudo um pouco.
Esse conjunto o torna uma fruta sofisticada. Paradoxos a parte, o Kiwi, é uma fruta muito rica em vitamina C, possui o equivalente a três vezes a quantidade de uma laranja. É um antioxidante poderoso que elimina os radicais livres. Por conta disso desempenha um papel importante contra o envelhecimento precoce.
Originário da China, o Kiwi possui apenas 62 calorias, levando em conta um tamanho médio, de 100 gramas; além de que 90% de seu peso é constituído por água. A fruta não possui gordura saturada, nem colesterol e é composto por diversos nutrientes, como fibras, proteínas, potásiso, ferro, fósforo, cálcio, magnésio e vitaminas.
O fato do Kiwi ser uma baga confere-lhe propriedades nutritivas superiores, quando comparado com outros frutos. Ele possui ácido propeolítico, que melhora a circulação e ajuda a combater o chamado colesterol ruim (LDL), além de possuir compostos com efeitos preventivos do cancro, doenças cardiovasculares e doenças de foro intestinal.
O Kiwi é uma fonte muito importante de ácido fólico. Na gravidez, em fase de crescimento e em situações de cicatrização, o ácido fólico tem um papel fundamental. As categorias principais de fitoquímicos encontrados no kiwi incluem B-caroteno, compostos fenólicos e flavanóides, entre outros, que possuem capacidade antioxidante. É uma das poucas frutas de coloração verde quando madura, sendo a clorofila responsável por essa cor.

Morcegos de palácios
  A conversa fiada rola solta debaixo do pé de manga espada - uma variedade crioula, nativa, em extinção. De repente, o Antonhadão começa a falar da semelhança entre políticos e animais peçonhento e sugadores. Bichos velhacos. Então fala de parasitas e associa seus hábitos aos dos políticos. Fala de quase todos, principalmente dos sanguessugas que vive no arrozal irrigado. E quando você pensa que a conversa vai terminar, ele começa a rir, sozinho.
  Sabe aquelas pessoas que riem antes mesmo do desfecho de uma piada? Antonhadão é uma dessas criaturas.
  Ele continua:
  – Gente, agora reparem o pior dos vampiros. Aqueles travestidos de inocentes. Ocês não têm ideia, né? É o morcego orelha de rato. Reparem as orelhas dobradas. São miúdas para o tamanho da cabeça.
  Como o pessoal continua sem entender, o Antonhadão dá dicas:
  – É aquele morcego que os técnicos chamam de hematófago, se alimenta de sugar o sangue dos outros. É como carrapato. Gruda nos outros e custa sair.
  A natureza é caprichosa, para não dizer sábia. Reparem o formato da cabeça. É meio arredondada, bem encaixada no pescoço. Reparem a inserção das orelhas. A semelhança física remete aos hábitos. Tal o bicho, tal o homem.
  Enquanto Antonhadão explica, uma turma que está jogando baralho, ao lado, acompanha a conversa. Um deles, Zé Pernambuco, chega a arriscar um palpite:
  – Seria algum ex-governador? – Já que você falou que não quer largar o osso?
  Mas Antonhadão descarta na hora. Não. Não é. E completa:
  – Caramba gente! Eu disse, tal homem, tal bicho. Reparem os detalhes.
  A brincadeira termina com mais uma rodada de cachaça com limão galego e muita amizade. Opa! Limão galego? Só se for algum pé clandestino. Acabaram com limão galego e muitas laranjas. A desculpa foi o cancro cítrico. Na verdade foi mesmo para beneficiar o estado de São Paulo. Limão galego e manga espada. Que coisa! Passou o tempo e muita gente não sabe nem o que é.

H. Ramos Bezerra

mockup