UM DEDO DE PROSA
As cooperativas são o orgulho dos agricultores. Mesmo sabendo que a participação da maioria se limita a compra de insumos e entrega de produtos, o homem do campo compreende que a cooperativa está mais próxima da produção do que qualquer outra meio de comércio.
Além disso, o conceito histórico do cooperativismo é algo sagrado pela sua origem e pelas necessidades que levam grupos de produtores a se unirem contra a usurpação dos seus interesses. Portanto, a palavra cooperativa - no sentido da partilha, da divisão, da convergência de interesses e, sobretudo, no sentido de unir forças - é uma palavra agradável. É algo que cai bem para todos.
As cooperativas são referência e segurança na sua região, ainda que dirigidas sempre pelos mesmos grupos que se eternizam no comando sem alternâncias significativas (as renovações são sempre parciais). Mesmo assim, uma cooperativa é um ponto de apoio à comunidade. Afinal, se ''os mesmos de sempre'' não querem largar o osso, cabe à base reivindicar espaços nos cargos diretivos.
Tudo isso é para defender a ideia de que cooperativas são a grande força da produção agrícola e agroindustrial. E quanto mais fortes, melhor. Porque cooperativas sólidas encurtam o caminho entre produção e consumo.
Rogamos a Deus que a crise na Corol não passe de mera especulação. E que não seja prenúncios de dificuldades generalizadas no setor. Mas uma coisa é certa: as cooperativas têm que descentralizar seus critérios de decisão e promover mudanças, dando chance para novas lideranças e fixando limites para reeleições.
H.Ramos Bezerra
A prosa de hoje é uma manifestação de apreço às cooperativas mas também é um recado em nome daqueles cooperados que nem sempre manifestam seus pensamentos e suas críticas construtivas. E, finalmente, uma sugestão: eleições, gente!





