Alguns segmentos dos sem-terra fizeram horrores em áreas que invadiram nos últimos anos. Destruíram instalações, abateram gado que não era de corte e chegaram a ameaçar empregados, trabalhadores comuns. E, uns oito anos atrás, muita gente se indignou com as cenas na fazenda do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Ocupação e deboche.

FHC não reagiu, não procurou seus direitos. Como alvo de invasão e como presidente, FHC deu péssimo exemplo de frouxidão e falta de autoridade. Não defendo a reação do revide, do tipo olho por olho, dente por dente. Não. Apenas falo em reagir por meios legais. Mesmo assim, pessoas e instituções se vergam e pronto. A realidade, na maioria dos episódios era assim: a Justiça determinava reintegração de posse e a polícia, a quem cabe executar a ordem judicial, não cumpria. Por que? Porque governadores populistas não queriam se indispor com ''movimentos sociais''. Então os Estados estavam virando terra sem lei.

Os governos - inclusive o atual - não agilizaram a reforma agrária, que a sociedade defende. Mas permitiram a violência, que a sociedade deplora.

Semanas atrás, a revista Veja mostrou a cara de pelo menos um desses movimentos, o MST. A cara e a grande quantidade de dinheiro que recebe. Depois veio a destruição de laranjais no Estado de São Paulo. As imagens da destruição mexeram com o comodismo das instituições. Muita gente saiu do muro.

A crítica mais engraçada e inteligente foi a da Faep (Federação da Agricultura do Paraná). Mostra a semelhança entre o atraso da política agrária, das invasões etc, e o Brasil do tempo de Jeca Tatu, lendário personagem de Monteiro Lobato, símbolo do atraso no campo. Para o Boletim da Faep, o MST está favelizando o campo brasileiro.

Não dá para discordar.

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