Que bobagem. Até parece ser este o único revés, quando, na verdade, a economia primária, notadamente a agropecuária, passou por tantos infortúnios.
Vamos partir do seguinte: a crise é permanente, gente. Não é nova e não vem de fora. Não, necessariamente. É lógico que, quando o assunto são as commodities, o mundo nunca foi tão globalizado. E a Bolsal de Chicago dá as cartas para o mundo inteiro. Mas isto só vale para três ou quatro produtos: carne (boi, suínos e frango), soja, trigo, café
Agora, imagine o seguinte: como o Brasil não sabe aproveitar as oportunidades.
Essas coisas de ‘‘crescer com a crise’’ e ‘‘crises abrem oportunidades’’ não são lenda. É possível encontrar oportunidades na crise.
Não seria hora do contra-ataque? Não seria hora de potencializar esse colosso qué o consumo interno? Não seria hora de um plano de abastecimento e de estímulo ao consumo - mesmo que tivesse o carater paternalista como são os atuais programas sociais do governo.
Não seria o momento de injetar dinheiro na produção de proteína vegetal e animal via grãos? E encher a dispensa de todos os lares?.
São tantas as oportunidades para virar o jogo. Não aproveitam. Que pena!.
O comentário é feito porque exatamente esta semana, o governo federal prometeu linhas de créditos para a construção civil e financiamento de carros. Nos dois casos a iniciativa é postiva e necessária - principalmente na construção civil que gera emprego rápido e move a economia imediatamente.
Mas por que não fazer isto também com a produção. Não falo de rolagem da dívida, uma farsa. Não falo de linhas específicas. Falo de uma injeção volumosa de dinheiro para produzir excedentes.
Em tempo: a carteira de agronegócio do Banco do Brasil atingiu R$ 60,5 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 24,9% sobre igual período do ano anterior.
Um grande número. Mas o agronegócio responde por 29,9% da carteira de crédito do banco. Há espaço para crescer muito mais.
Até sábado
H. Ramos Bezerra
A prosa de hoje foi inspirada nas informações sobre ajuda contra a crise. Ajuda a bancos, à indústria e outros setores. É preciso de um grande incentivo também à produção de alimentos. É um bom momento para virar o jogo.
Até sábado

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