UM DEDO DE PROSA
Tenho acompanhado pelas reportagens da FOLHA, as chuvas de veneno que caem sobre as lavouras do Paraná nos últimos anos. Lamentável. Nada contra os agrotóxicos, que são necessários - se usados na dose certa e com orientação.
(Não sou ecochato). Mas um pouco de cuidado e racionalidade não fazem mal a ninguém. Vamos parar de envenenar nosso ambiente.
Abandonamos o conhecimento de manejo e controle biológico, que os técnicos já dominavam. Chutamos o balde do inimigo natural da praga, cuja eficácia estava consagrada.
O alvo agora são os transgênicos. Pegamos uma carona ideológica e fomos destruir campos experimentais de transgênicos; no caminho viramos o rosto para não receber um banho dos pulverizadores. Deixa a nuvem de veneno para lá, esquece, a bandeira agora é outra. Eis o grande equívoco do governo.
Mas eu não. Entre comer veneno e protestar contra os transgênicos, prefiro deixar os transgênicos de lado e buscar produtos menos poluídos. Se for orgânico, melhor ainda.
Aliás, está aí uma sugestão. Por que os governos não incentivam os produtos orgânicos? Conhece uma campanha oficial em favor dos orgânicos? O Banco do Brasil anuncia crédito específico de incentivo aos orgânicos?
A continuar chovendo partículas de ...cidas, seu filho só vai ver borboletas na foto. Se seu fosse você guardaria esse recorte.
Até sábado.
H.Ramos Bezerra
(*) Nossa prosa de hoje foi inspirada na crítica de um técnico que discorda da orientação do governo, que ignora o equilíbrio ambiental.





