‘‘As regras do mercado
funcionam bem porque
não são institucionais;
não têm tribunal e criam
seu próprio equilíbrio’’


As leis do mercado funcionam bem e são uma forma democrática de convivência. Em negócio, ser democrático significa ser justo e promover o equilíbrio nos ganhos para que todos sobrevivam. Quando não há equilíbrio e a distribuição do lucro pende muito para um lado, ocorre o que chamam de concorrência predatória, em que uma parte ganha muito, aniquilando a outra - ou todas as outras - até excluí-las de uma vez.
Quando isso acontece, há conseqüências para o mercado como um todo, inclusive para aquele que abocanhou o lucro de todo mundo, porque está matando a galinha dos ovos de ouro. Fora isso, o mercado é essa coisa orgânica dotada de meios para se recompor em si mesma.
Mas as leis de mercado funcionam bem porque são regras naturais, fruto de acomodações. É um universo que se autoregulamenta. São regras, não são leis, não são algo institucionalizado. Graças a Deus, não têm tribunal.
Apesar disso, o mercado, tem também o seu lado selvagem, aquela coisa da lei do mais forte. Mas aí aquele sistema não sobrevive. Melhor exemplo de concorrência predatória é a agressão que o varejo pratica contra os fornecedores de alimentos. O varejo aqui são as redes de supermercados. A quitanda e o mercadinho são bons parceiros do fornecedor.
Os estudiosos das cadeias alimentares e cadeias produtivas, definem que uma condição de mercado só vai bem se a cadeia, no seu todo, for tão forte quanto seu elo mais fraco. É uma forma de calibrar o ganho de todos sem discrepância, sem grande diferenças.
Cada município ou patrimônio, enfim as praças comerciais precisam criar um espaço para cada um vender o que produz. O comércio devia ser um feirão. E as ofertas deveriam ocorrer todos os dias em tempo real. Assim todas as ‘‘feiras’’, os sábados e até os domingos seriam verdes, ou bem maduros.

Até sábado!

H. Ramos Bezerra

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