UM DEDO DE PROSA
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de fevereiro de 2008
Sérgio Henrique Schmitt 
...nos olhos encantados do menino urbano olhando o leite jorrando das tetas da vaca,
...na expressão de contentamento da agricultora familiar durante a aprendizagem para transformar legumes e frutas em picles e compotas,
...no bailado de dançarinas resgatando um passado tão presente e necessário para entender o magnetismo da uva virar vinho,
...nas fisionomias de profissionais extensionistas e pesquisadores atendendo o público e enriquecendo o conhecimento técnico de quem estava procurando idéias e tecnologias,
...na mistura de idiomas e expressões regionais de gente de todos os lugares formando a fauna humana visitante.
Vi vendedores de sonhos das máquinas gigantes acopladas de equipamentos e de plantas recheadas de oportunidades para alimentar o mundo.
Vi autoridades e lideranças em contentamento ao realizar cada um o seu objetivo de participar das políticas públicas e do empreendedorismo privado; dentre eles Orlando Pessuti, Dilvo Grolli, Reinold Sthefanes, Valter Bianchini, Herlon de Almeida, Arnaldo Bandeira, Carlos Biasi, José Pichet, Márcio Guedes, Nereu Moura, Mario Toico, Jorge Sameck, Silvio Crestana, Adoniran Peraci, Vânia Castiglioni, Antônio Archen e Luiz Carlos Pinto.
Vi gente comprometida em eliminar a pobreza no campo e de forma abnegada dedicar um dedo de prosa sobre leite, frutas, verduras e legumes.
Vi da torre da imaginação, retratada no mapa do Brasil com flores dividindo estados e somando identidade, o quão é importante o campo.
Vi o esforço da imprensa, desde o jornal local até a televisão nacional, mostrar cada cantinho imperceptível.
Vi a chuva inesperada dificultar estacionamento e circulação e o sol queimar a pele de quem vive as intempéries do tempo.
Vi quase duas centenas de milhar de pessoas, durante cinco dias, em plena maratona.
Vi a oportunidade de emprego e renda para quem nem sabe o que é agronegócio.
Vi na acuidade, a fome, a sede, a sombra, a proteção da chuva e a higiene, saciadas pela capacidade criativa de cuidar os detalhes.
Vi a paz, pregada pelo pastor de Deus.
Eu vi, sim, a cara do Paraná, aquela que o país também deve mostrar no exterior.
E vi você, feliz, na Vitrine Tecnológica do Emater, no Pavilhão do Trator Solidário da Seab, nos experimentos do Iapar e da Embrapa, no cinema da Itaipu, no atendimento da Fetaep, na organização da propriedade do Senar/Faep e nas centenas de atrações do Show Rural 2008, da Coopavel, em Cascavel.
SÉRGIO HENRIQUE SCHMITT é jornalista rural em Londrina.


