A unificação do calendário é a melhor coisa que pode ser feita. Mas precisa funcionar. Quase tudo no Brasil não funciona. Este calendário tem que ser uma exceção.

Controle da aftosa no Brasil é uma grande piada. Quem fala são os próprios donos de gado. Têm dito que temos mais sorte do que juízo. As ações dos governos confirmam essa máxima.
Alguém viu, por acaso, o resultado da vacinação do gado das periferias das cidades? Sabia que em bairros da capital de São Paulo tem gente que cria seu gadinho? Centenas de criações. E todos fazem a vacina?
E na periferia de Maringá, Londrina, Cascavel? Tem certeza que vacinam?. Então? Então você sabe que nesse gadinho, criado igual cabrito, podem surgir focos.
Podem aparecer focos ‘‘rurbanos’’. Gostou do nome? Para não falar das falhas da vacina no campo em geral.
Por exemplo: teve ano aí que assentados de movimentos de sem-terra, ou melhor os invasores, dificultaram a vacinação. E secretário da Agricultura não teve saco para mandar vacinar o gado das terras invadidas. E será que naquele mesmo gado, em anos anteriores, antes da invasão, o fazendeiro fazia tudo certinho?. É uma dúvida.
Sem falar que os critérios entre os estados não são coisa eficaz.
Mas por que estamos falando sobre falha tão antiga? Porque agora estão querendo unificar a vacinação. A defesa sanitária foi o tema central da reunião realizada quinta-feira com secretários de Agricultura de todo o País, no Rio de Janeiro.
Os Estados pretendem reivindicar ao Ministério da Agricultura a unificação da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa, que seria realizada em todo o País nos meses de maio e novembro. Atualmente, dependendo do circuito pecuário, a campanha é realizada também nos meses de março e setembro.
Um argumento forte é que medida dá mais segurança no trânsito de animais e atende reivindicações européias em relação ao controle de nossa defesa sanitária.
Na reunião, que foi destinada a discutir justamente os resultados da recente auditoria feita por técnicos europeus, os secretários concordaram em reivindicar que a fiscalização e eventuais punições às certificadoras que realizam o Programa Nacional de Rastreabilidade Bovina sejam delegadas aos próprios Estados.
Também será exigido que o projeto de vigilância das fronteiras do Brasil com outros países, principalmente no que se refere ao trânsito de animais, seja definido urgentemente. O projeto de vigilância das fronteiras até hoje não foi implantado e isto é urgente. A notícia vejo pela Agência Estado. Como tudo no Brasil não passa de promessa ou então leva muito tempo para se tornar realidade, vamos torcer que desta vez seja diferente. Chega de traumas por causa desse vírus vagabundo que deu tristeza para muitos e muita grana para outros. Até sábado.

H. Ramos Bezerra

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