UM DEDO DE PROSA
Quem não está com o sindicato, quer o quê?
Incrível,
mas no
momento
em que a
classe rural tem que se unir,
os sindicatos é
que precisam
correr atrás
do associado
A queixa é quase geral. E não é nova. Os sindicatos - todos eles - prestam bons serviços aos associados. Mas o associado está ausente. Pode um sindicato tradicional, como o Patronal Rural, ter apenas 500 associados? E se eu disser que tem sindicato comemorando 40 anos mas o quadro de associados é de apenas 350?
Pois é, o agricultor não se aproxima dos sindicatos, não usa os serviços que ele oferecem. É uma pena. Depois reclamam que a classe rural não tem força. Assim não vai ter mesmo. Os proprietários rurais deveriam aprender com outras organizações. Eles continuam em união.
Houve um tempo em que a ação dos sindicatos na defesa das categorias trabalhistas até incomodava de tão presentes que eram. Formaram até grande lideranças políticas (lembra-se daquele metalúrgico que se tornou herói do grande ABC paulista?!).
Hoje no Sindicato de Londrina, a data deveria ser de muita festa. Mas a comemoração dos 40 anos está, na verdade abrindo uma campanha boca-a-boca em busca de mais associados.
Na história e na memória dos antigos sindicalistas, estão as muitas lutas e vitórias pelo reconhecimento da atividade. Então, de quem é a culpa dessa disperção? Do sindicato que não se preocupou em se fazer presente junto às novas gerações, ou do produtores que na conta da redução das desepesas suprimiu a contribuição para a entidade?
Não nos cabe aqui apontar responsáveis. Devem ter falhado os dois lados. Deixando de lado o papel da mobilização em defesa de causas específicas, ficando só no ''arroz com feijão'' como define o presidente de um sindicato da região, a instituição deve ser encarada ao menos como prestadora de serviços.
Comenta-se ainda que o produtor foge da contribuição mensal. O que é isso minha gente!? A taxa, calculada com base no ITR, é quase que uma contribuição diante da diversidade de serviços dos quais o sindicato pode cuidar. Registro de empregados, folhas de pagamento, contratos agrários, assessoria jurídica, processos de aposentadoria, além dos cursos de capacitação. Afinal, não dá mais para ser amador, resume outro presidente.
Mas o conselho é para que a união das categoria. Tanto o produtor como o trabalhador rural devem ver nos sindicatos grandes aliados





