Eta planinho bom! Quer dizer, a gente espera que assim seja!

Calma, antes de comemorar o pacote de medidas anunciado ontem pelo governo, vamos analisar bem para ver se é, realmente, um pacote de bondades ou se é uma ‘‘pacotada de maldades’’ nas nossas cabeças. Mas vamos ficar com o lado otimista.
Você sempre reclamou de juros altos, ausência de plano para a agricultura, enfim tudo aquilo de ruim que acontecia em outros governos e que só piorou no governo Lula.
Mas agora, queira Deus, chegou a hora de parar de de reclamar. As primerias informações são boas.
Exemplo: entre as medidas anunciadas pelo presidente Lula (no Plano Agrícola e Pecuário 2007/08), houve redução de 8% para 6,25% ao ano a taxa de juros do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural).
O governo também ampliou para R$ 2,2 bilhões o volume de recursos para custeio do Proger Rural. Na safra anterior, 2006/07, o volume de recursos foi de R$ 700 milhões.
Resta saber se a situação do pequeno e médio produtores se enquadra nesse tal Proger. Afinal até agora os planos só beneficiaram bancos - que têm todas as garantias -, as cooperativas, as multinacionais e, na outra ponta, os assentados. E os grandes fazendeiros - porque não precisam linhas diferenciadas e quando precisam o dinheiro têm quem os socorre, pois têm boas contas bancárias. Já o pequeno e o médio produtores, aqueles que dão duro, sempre foram deixados de lado. Com eles, o Banco do Brasil sempre foi implacável, ou seja aplicou a lei.
Desta vez, o plano parece diferente: outro exemplo: houve mudanças nos critérios de enquadramento no programa Proger. Na safra passada, o produtor deveria ter renda bruta anual de até R$ 100 mil. Agora o limite foi ampliado para R$ 220 mil. O valor de crédito imposto passou de R$ 48 mil para R$ 100 mil por beneficiário, tanto para custeio como para investimento.
As mudanças no Proger Rural têm como objetivo incluir no programa produtores de médio porte que tinham dificuldades de acesso a outros planos de financiamento.
Tem mais: as parcelas das dívidas de investimento fora esticadas até 31 de agosto. A medida vale para os produtores que se encontravam adimplentes até 31 de dezembro do ano passado. Quem prorrogou as parcelas de custeio da safra 2004/05 e 2006/06 também será beneficiado. O governo decidiu alongar o pagamento para doze meses após o vencimento do contrato.
Tomara que a gente não se decepcione. Vamos acreditar no homem. Vamos ser otimista! Até sábado.

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