Vem aí mais uma Exposição. Mais uma, não. Pelo andar da carruagem da organização, esta será A EXPOSIÇÃO! Começa dia 5 de abril. Em tempo de Exposição, as cidades da região se encontram no Parque Ney Braga. Expositores, então, vêm do Brasil inteiro. Animais gordos, cavalos bem sacudidos desfilando com garbo. Prova do tambor! Rodeio! Shows. O povo disputa espaço para ver os artistas e se divertir com brinquetos sofisticados. O que muita gente não fala é que a Exposição é um ponto gastrônomico forte, de fazer inveja a norte-americanos, alemães e italianos – povos que sempre têm motivo para comer e beber muito. Mas a Exposição de Londrina é uma festa democrática. Conta um observador que, certa vez, na mesma fila, esperavam a vez para comprar churros pessoas de diferentes atividades econômicas: um professor da UEL, uma cabeleireira, um médico, um pedreiro, um mecâncio e, lá no meio, sabe quem? o presidente da Sociedade Rural na época, Luiz Meneghel Neto. Nosso informante não tem certeza...‘‘mas acho que era o Luizinho sim’’. Nada de extraordinário, afinal a fila é universal e democrática. Poderia ser o Tibúrcio, o Neme
(aliás os Neme: Luiz Roberto ou o Edson, mais recentemente. Poderia ser o Neco Garcia ou, ainda, o Jamil Janene. Eles foram presidentes da Rural, a anfitriã. O colunista Oswaldo Militão concorda. As pessoas arregalam os olhos para aquelas cocadas pretas; ele mesmo levou uma picada de abelha que estava escondida naquela cocada pedaçuda. Devia ser a abelha-rainha, a Rainha da Cocada Preta, Diverte-se o colunista.
Divirta-se você também, a partir dia 5.

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