A coincidência de datas deve ser mero acaso. Mas ontem foi o dia dedicado à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e ao engenheiro agrônomo, o benfeitor da produção agrícola do Brasil. À santa (que na verdade representa uma das graças da Virgem Maria concedida pela fé popular) se recorre nos momentos de despero, agústia, sofrimento e também de alegria e agradecimento - afinal ela carrega o bondoso coração de mãe, além da proximdade que tem com o Todo-Poderoso.
Já ao agrônomo cabe a missão de auxiliar na produção de alimentos, aumentar a renda do campo, e matar a fome do mundo.
A formação desse profissional é pretensiosa. Enquanto nos Estados Unidos a formação do agrônomo se resume à fisiologia vegetal e noções de mecânica, no Brasil o currículo é amplo. Inclui todas as necessidades da produção.
Sem querer causar intrigas ou revoltas, há quem veja a profissão sendo descaracterizada pela criação de diversos cursos, como engenharia florestal, zootecnia, etc. Um profissional da área cita dados de outro colega que, nos últimos 30 anos, enquanto área de cultivo cresceu pouco mais de 20% a produtividade ultrapassou 170%. É, com certeza, trabalho da pesquisa, da extensão..., e também do produtor que se modernizou e acreditou na atividade.
Também sem querer provocar intrigas ou diminuir a importância desse profissional fica aqui a nossa crítica: levando em conta a diversidade de produção apenas no Paraná, o agrônomo não deveria estar mais presente também nessa mutliplicidade de culturas? Alguns setores da produção, como a fruticultura, a olericultura, agricultura familiar, reclamam da falta de assistência técnica. Muitos deles agarram-se à experiência adquirida na atividade e até mesmo aos conhecimentos da sabedoria de antepassados para se manter até por não lhes sobrar outra opção. Pois viver na cidade, com certeza, vai ser bem pior!
O engenheiro agrônomo tem que responder essas perguntas:
Por quê o desinteresse pela pequena propriedade? Commodities pagam salários mais altos, garantem mais visibilidade? Mas não é na diversificação, em mais de uma fonte de renda que se garantirá a sustentabilidade da agricultura? Quem vai cuidar disso? É preciso fazer valer todo o conhecimento oferecido na formação profissional... com a intercessão da Virgem Mãe Aparecida!

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