UM DEDO DE PROSA - Político se recebe com mel... ...e muita abelha!
Era um dia como hoje. Antonhadão, o vizinho Madruguésio e a ''famiagem'' toda comemoravam o fim da propaganda eleitoral. A programação da TV voltaria ao insosso de sempre, mas tudo bem.
''Pelo menos a gente fica livre dos candidatos!'' - desabafa a filha mais velha, uma meninota de nome Marissol, que adorava ver os bonitões do vôlei.
- Livre dos candidatos?! Tem certeza?. Então olha lá na porteira, sua tonta! Olha aquela kombi embrulhada no papel com a cara deles, avisa Joãoprocópi, sempre disputando alguma coisa a irmã, só pra contrariar.
á- Não acredito! É político pedindo voto...de novo, paiê!
Antonhadão tentou uma brincadeira: passar um susto neles. Atiçar os cachorros? Não. Atiçar os cachorros, seria uma agressão. E a patroa bonachona, a dona Arzira, não aprovaria nunca essa ''surpresa''. Logo ela, que adora uma conversa, ainda mais para ouvir um político falar difícil.
- Fala que você vai mijá e só volta quando eles tão indo embora, sugeriu Netinho, de 10 anos, sabendo que o pai fizera isto com outros chatos.
- Solta o boi Caracu, pai. Aquilo não pode ver gente estranha. Vou morrer de rir do carreirão que vão dá. Foi outra sugestão.
Velhaco como ele só, Madruguésio teve uma ideia.
- Compadre, Antonhadão. Deixa comigo. Você fica aqui e atende bem os homens. Dá uma canecona de café bem cheia daquelas que eles engole pra não fica chato. Café bem docinho.
- E você? - pergunta Antonhadão, curioso para saber o que Madruga ia aprontar.
- Eu tô indo lá nas caixas de abelha. Pegá uns favos de mel.
Daí a pouco, um enxame de abelhas acabou com as conversas. Foi aquele banzé.
Até sábado
H. Ramos Bezerra
A prosa de hoje é uma sugestão do leitor Marco J. de Paula, de Arapongas, em apoio a todos aqueles que querem melhorar a política brasileira.





