Caro amigo agricultor,
Espero que esteja feliz e com boa saúde ao receber, aí na sua casa, esta correspondência que escrevo. Nela, ainda que de forma simples e singela, quero parabenizá-lo pelo dia que é dedicado a ti, comemorado na segunda-feira, 28. Homenagem justa e mercecida.
Para mostrar o quanto você é importante, eu bem que poderia colocar aqui uma série de números que provam a evolução da agricultura no Paraná. Mas a gente fala tanto de números o tempo todo. Vamos dar uma folga para eles por enquanto. Vamos falar de gente.
Sabe, amigo, nas andanças nossas aqui da FOLHA RURAL, colocamos o pé na terra, amassamos barro, engolimos poeira, cruzamos porteiras. Depois de cada uma delas, encontramos, invariavelmente, gente boa, que produz. Alguns, donos de muitos alqueires, com sede vistosa e camionete potente na caragem. Outros com casa mais simples, carrocinha ao lado e menos terra. Mas em comum, todos os homens do campo têm o mesmo amor pela terra e o mesmo orgulho da roça que cultivam, do alimento que oferecem para as mesas de todos.
Nós, ''urbanolinos'' que somos, aprendemos boas lições nas nossas idas aos distritos, sítios, lugares distantes do meio urbano. Vendo você e seus colegas, assimilamos dedicação, simplicidade. Nas suas mãos, às vezes misturadas com a terra, é possível perceber os calos, sinais de que não dá para deixar de ''colocar a mão na massa''.
Eu fico feliz também, amigo, por ver você evoluindo, acompanhando as novas tecnologias, as novidades do manejo, economizando na aplicação de defensivos e tendo mais consciência quanto ao meio ambiente. Sei que, na internet, você acessa aos sites do institutos de meteorologia e prepara-se para o que o clima - sempre o clima - trará de surpresa.
Então, comemore. Dê um abraço apertado e um beijo na patroa. Com muita moderação, beba uma cerveja, um vinho ou uma branquinha. Faça um brinde. Ser agricultor, apesar da falta de segurança, do pouco crédito e dos preços injustos é bom. Sei que você concorda. Parabéns!
H. Ramos Bezerra

mockup