Os produtores de milho que neste ano investiram em tecnologia na produção devem obter rendimento bem maior do que os que optaram pela soja, segundo Leonardo Sologuren, da Consultoria Céleres à Agência Folha. Por ora, tudo está dando certo. Há uma recuperação da demanda interna, o fluxo de exportação é bom e há uma elevação de preços no mercado externo. Sologuren dá o exemplo de Minas Gerais, onde o milho só perde em rendimento para a cana-de-açúcar. O cenário é melhor ainda para os produtores norte-americanos de milho. Na safra 2007/8, que começa a ser semeada em abril, a margem líquida de quem optou pelo milho deve atingir US$ 759 por hectare, contra US$ 480 na da soja. Essa margem líquida a favor do milho vai levar muitos produtores norte-americanos a abandonar o cultivo da soja. A demanda da oleaginosa é crescente e o que os EUA não produzirem deverá ser suprido por outros países.

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