A Expoingá termina amanhã em Maringá comprovando o bom momento que atravessa a pecuária do Paraná, graças ao trabalho preventivo realizado por todo setor contra a febre aftosa. ‘‘A procura por gado geral e touros para reprodução movimentou a feira, mostrando que nossos animais estão valorizados’’, comentou o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Neri Fabre, um dos organizadores da exposição. Durante os 12 dias de feira mais de 6 mil animais passaram pelo parque. No ano passado a feira reuniu 4.200 animais.
Fabre lembra ainda que os organizadores adotaram os mais rígidos controle de sanidade para garantir a feira. Além de desinfetar o parque de exposições duas vezes antes do início da mostra, técnicos da Vigilância Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura acompanharam a entrada de todos os animais.
A principal exigência foi a vacinação com prazo de pelo menos uma semana antes do início da feira. O secretário de Agricultura, Antônio Poloni, elogiou o trabalho preventivo dos organizadores. ‘‘Maringá é exemplo para o País na medida preventiva contra a febre aftosa’’, declarou Poloni.
Nos dois primeiros leilões de gado de corte, foram comercializados mais de 2 mil animais. ‘‘A chuva atrapalhou o transporte durante a semana, o que impediu uma venda ainda maior nos primeiros leilões’’, diz Fabre. Ele destacou também a movimentação em torno do gado leiteiro e da raça simental. Os leilões programados para o último final de semana deverão atrair compradores. A expectativa dos organizadores é arrecadar R$ 2 milhões com a comercialização
de animais em leilões.
Boas vendas nos leilões Nos remates realizados durante a semana, como o do gado holandês e o girolando, a procura ficou acima da expectativa e o preço dos animais superou a média esperada. Uma vaca da raça holandesa foi comercializada por R$ 5,5 mil. O simental também agradou aos criadores. Os mais procurados foram os cruzados com nelore, que alcançaram na média R$ 420,00 por animal de oito meses. O criador Eliseo José Pasquali Filho, de Maringá, comprou o exemplar mais caro do leilão simental, por R$ 3.240,00.
Para o principal criador e incentivador da raça simental na região de Maringá, Wilson Pulzato, o simental vem ganhando espaço graças a feiras como a Expoingá e a exposição de Londrina. ‘‘O simental é bom de qualquer jeito’’, repete. Pulzato garante que a grande vantagem da raça é a dupla aptidão. ‘‘Quando nasce uma fêmea, teremos a certeza de valorização do animal’’, diz. A preferência, afirma o criador, é pela fêmea meio sangue, que tem grande mercado por causa da habilidade materna.
Espaço para outras raças Uma das novidades na área de bovinos este ano foi a participação da raça aberdeen angus. O presidente do núcleo de criadores da raça no Paraná, Carlos Pugliesi Neto, disse que o angus vem se destacando graças às qualidades como rusticidade, precocidade, qualidade da carne e habilidade para o cruzamento industrial. Neto destaca ainda que com a formação do núcleo da raça o angus vem ganhando espaço no Paraná.
Os bovinos blonde d’aquitaine ganharam maior espaço na feira deste ano, com julgamento da raça valendo pelo ranking nacional. ‘‘O que garante a presença de animais de alta qualidade e chama a atenção dos criadores’’, explica o zootecnista da SRM, Jucival Pereira de Sá.
Fazenda modelo Na área agrícola o que mais chamou a atenção dos visitantes foi o ‘‘modelo rural’’ da Emater. A área demonstrativa, com 5 mil metros quadrados, reproduz uma fazenda com as mais variadas técnicas de plantio, as principais culturas e criações, e a evolução das máquinas e equipamentos. ‘‘Queremos através do modelo atualizar o conhecimento do produtor e mostrar as alternativas que o pequeno agricultor tem à disposição’’, explica o agrônomo Romualdo Faccin, da Emater Regional de Maringá.

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